quinta-feira, novembro 04, 2010

"Bom dia, precisa de ajuda?", tem sido a quote of the day nos últimos tempos. Trabalhar com o público é como... amar. Não se pode criar expectativas pois nunca temos a certeza do que nos espera, do que cada novo dia nos traz, do que cada pequena coisa nos faz sentir por dentro. Pode parecer estranho, mas a simpatia de um simples desconhecido, a mais ou a menos, pode tocar-nos bastante. Ver que gastamos o nosso tempo onde não somos valorizados, dói.
Que mania das pessoas que escrevem, acabarem sempre por falar em amor. Se calhar, tudo vai dar ao mesmo, Todos os caminhos vão dar a Roma. É verdade. Pensa em... bananas. Não bananas, talvez não seja o melhor exemplo. Talvez... a roupa que mais gostamos. Quando a vemos na montra não descansamos enquanto não a comprarmos, por mais que custe tudo aquilo que provavelmente não podiamos pagar. Usamos, uma, outra e outra vez. Talvez dure um ano, até nos fartarmos dela, e depois? Depois ou damos a outra pessoa, ou simplesmente jogamos no lixo. Ou então, se for mesmo muito especial, guardamos com todo o carinho no fundo do guarda-fato como se do nosso coração se tratasse. Tudo isto faz sentido se o relacionarmos ao amor.
Que reles, escrever sempre sobre o mesmo assunto. Um dia vou escrever um livro que tenha tudo menos a ver com o amor. Um policial em que um dealer de cocaína ande a espalhar o caos pela cidade, ou a história de uma menina que um dia foi feliz antes de se tranformar num montro horrivel que acabou a morar nos esgotos! Tolice, um dia vou ser tudo aquilo que quiser, e tudo o que aquilo não queres que seja. O amor? Fica pa outro dia.

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